quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Investir com base no ROE é eficaz?

Olá pessoal, este é mais um post da série "O que é eficaz" no mercado acionário. Nos posts passados dessa série apresentei o resultados de investimentos baseados no Preço/Lucro, P/VP e DY. Se você quiser saber qual foi resultado clique nos links.

Agora eu vou mostrar o resultado de investimentos feitos exclusivamente com base no ROE. Return on Equity, ou ROE, que significa Retorno sobre o Patrimônio. Ele é calculado dividindo-se o Lucro Líquido pelo Patrimônio Líquido da empresa. A lógica dele é que para um dado patrimônio se espera retirar dele o maior lucro possível. Assim, quanto maior o lucro para um mesmo patrimônio, maior o ROE. O senso comum diz que quanto maior o ROE, melhor a empresa é, e que portanto isso deveria se refletir, no longo prazo, no preço das ações. 

Os resultados desse backtest eu retirei do livro What Works on Wall Street de O'Shaughnessy, 4ª edição, que não tem versão em português.

O backtest consistia em ranquear as ações do mercado americano em ordem decrescente de ROE e separar em grupos de 10%, chamados decis, e acompanhar mensalmente o rendimento desses decis com base num investimento inicial de $10.000,00 em cada decil. O backtest utilizou dados de 46 anos. Mais detalhes do método do backtest eu já descrevi nesses posts anteriores, portanto não vou repetir aqui, assim podemos ir para os resultados diretamente.

Como você pode ver na tabela abaixo retirada do livro, o primeiro decil, de maior ROE, gerou o maior rendimento. O rendimento médio composto foi de 12,29% ao ano, enquanto a média de todas ações renderam 11,22%. Uma diferença de pouco mais de 1% ao ano. Os rendimentos mostraram tendência de cair, na medida que o decil aumenta, ou seja, com o ROE diminuindo.


Uma informação importante dessa tabela é o Índice Sharpe (IS) de cada decil. O primeiro decil, apesar de ter o melhor rendimento, possui um oscilação maior de preço (desvio padrão), resultando num IS de 0,35. O IS quanto maior, melhor. Então, o melhor decil para IS foi o sexto, com IS de 0,42. Isso significa que apesar dele render menos que o primeiro decil, seus preços variavam bem menos, trazendo mais previsibilidade ao investidor.

Para entender melhor o que essa oscilação significa, veja o gráfico abaixo:


Esse gráfico mostra o excesso ou déficit de rendimento das ações do primeiro decil (maior ROE) com relação à média de todas as ações. Para amortecer a variabilidade, o gráfico calcula esse excesso/déficit considerando uma média móvel de 5 anos. Repare que, ainda assim, o primeiro decil perde, em alguns períodos, para a média do grupo. O maior período foram 7 anos perdendo para a média. Ou seja, mesmo se investindo no primeiro decil, corre-se o risco de se perder para média de mercado por muito tempo. Quem aguentaria seguir essa estratégia perdendo para o mercado por tanto tempo?

A tabela abaixo traz os detalhes mais técnicos do primeiro decil comparado com o resultado de todas as ações.


O gráfico abaixo traz a mesma informação na primeira tabela, mas na forma de barras.



A conclusão do autor é que o ROE maior apresenta maior desempenho, mas por uma margem pequena. Mas na prática, o que serve de útil ao investidor é que ele deve apenas evitar as empresas com os menores ROEs, pois o nono e décimo decis apresentaram rendimentos bem inferiores à media.

A minha conclusão é que o resultado do investimento com base no ROE, apesar de mostrar uma clara tendência de que o ROE maior ser melhor, confirmando o senso popular, na prática ele foi pouco eficiente em extrair valor para o investidor, além do que a média de mercado já produz.

Para entender o que estou dizendo, basta ler o post que mostro os resultados de investimentos com base no P/L e ver a diferença, além de que existem outros múltiplos que apresentam ótimos resultados, nos quais discorrerei em posts futuros.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Rentabilidade - Novembro de 2013

O rendimento da carteira PB foi de 0,48% contra uma queda do Ibovespa de -3,27%, o que me deu uma vantagem de 3,88%, bem acima da minha meta. O rendimento no ano ainda é negativo de -4,90%, mas o acumulado do ano que estava abaixo da meta voltou a ficar acima da meta (10,44% > 9,16%). 

Veja o quadro abaixo para mais detalhes:



Na prática fiquei R$ 800,00 mais rico. O rendimento acumulado desde o início da carteira aumentou para 10,26%, mas ainda abaixo da meta total (14,47% < 15,42). 

Não aportei nada, estava previsto o aporte padrão, mas estou aguardando a definição de um negócio, por isso segurei a grana. 

Nesse mês vendi coce3 e kelp3. A primeira com prejuízo de 8%. A segunda comprei por R$ 13 e vendi por R$ 33. Lucro de 150% em 7 meses. Kelp3 fechou o mês valendo R$ 42. Perdi mais essa alta de 27%. Comprei mtsa4 e estou tentando comprar outro papel, mas a liquidez está dificultando.

Segue a carteira atual:


Ressalvo que a linha Rend dessa tabela é a mera diferença entre o valor de compra e o valor atual. Não há ajustes por dividendos, portanto alguns prejuízos na prática são menores do que o informado e em alguns casos nem prejuízo existe.

Além das ações, a carteira PB tem 3 contratos mini-dólar que são mensalmente rolados. Em termos práticos, isso equivale a ter um aplicação em dólar no valor de R$ 70.000,00. Lembrando que o rendimento da primeira tabela inclui o resultado combinado desse dois ativos.

Esse mês foi recorde de proventos. Recebi R$ 1.746,00. Isso dá um rendimento de 1% na carteira. Recebi proventos de prbc4, eter3, whrl4, goau3, prvi3, kelp3, vivt3, csna3, bema3 e bbas3. Destaque para whrl4 que pagou 8% do seu valor em dividendos e me rendeu R$ 617.

No lado pessoal, o mês foi muito bom. Voltei a malhar forte, depois de 6 meses parado por causa de uma pequena cirurgia que fiz. Comecei a estudar uma quarta língua, e é incrível que quanto mais se estuda línguas mais fácil fica para aprender a próxima. Também, passei a jogar poker e já ganhei um pequeno torneio.

Sucesso a todos!

domingo, 3 de novembro de 2013

Rentabilidade - Outubro de 2013

O rendimento da carteira PB foi de 3,46% contra uma alta do Ibovespa de 3,66%, o que me deu uma desvantagem de 0,20%, longe da minha meta. O rendimento no ano é de -5,36%. O rendimento acumulado aumentou para 9,73%.

Veja o quadro abaixo para mais detalhes:


Na prática fiquei R$ 5.500,00 mais rico. O rendimento acumulado, porém, ainda está abaixo da meta pelo segundo mês consecutivo. 


Não aportei nada, conforme planejado, e em novembro volta o aporte padrão. Nesse mês não comprei nem vendi nada. Fazia alguns meses que não publicava a carteira, então segue ela. Recebi R$ 375,00 de proventos vindos de criv4, dayc4 e pine4.

sábado, 5 de outubro de 2013

Rentabilidade - Setembro de 2013

O rendimento da carteira PB foi de -0,56% contra uma alta do Ibovespa de 4,66%, o que me deu uma desvantagem de 4,99%, longe da minha meta. O rendimento no ano é de -8,52%. O rendimento acumulado despencou para 6,06%. Veja o quadro abaixo para mais detalhes:


Na prática fiquei R$ 900,00 mais pobre. Neste mês recomprei as posições vendidas no mini-índices, desfazendo o hedge. Dois foram os motivos para essa decisão. O primeiro já explanei no post passado, que se trata da diferença que podem ocorrem no mês entre o rendimento do Ibovespa e do indice Small, provocando grande oscilação. O segundo é taxa atual cobrada para se operar vendido. O valor do mini-índice não é igual ao valor do índice Ibovespa. Existe uma diferença entre eles que significa uma taxa de juros embutida. Dia a dia, até o vencimento do mini-índice, essa diferença diminui até que no dia do vencimento ambos valem a mesma coisa. 

Atualmente, quem está pagando essa taxa é quem está operando vendido, porque o mini-índice está abaixo do Ibovespa. Eu não sei o histórico de comportamento de longo prazo do mini-índice, mas li comentário de que isso nunca tinha acontecido antes. O normal era que os comprados pagassem essa taxa. Não sei exatamente quando essa mudança ocorreu, do mini-índice passar de valer mais a valer menos, mas me parece que foi em algum momento no primeiro semestre desse ano. 

Quando eu entrei vendido em julho, eu já sabia dessa mudança, portanto que eu estaria pagando uma taxa mensal, mas como eu vi esses comentários de que isso nunca tinha acontecido, pensei que rapidamente voltaria ao "normal". No entanto, até agora isso não ocorreu e pelo visto o novo normal é pagar a taxa quem está vendido.

Além disso, de estar pagando esta taxa, quando poderia estar recebendo-a, o nível da taxa está muito alto. Tenho observado nos dois últimos meses, taxas de 1,3% a 1,5% ao mês. Para mim que pretendia operar vendido permanentemente, isso se torna proibitivo, pois são cerca de 16% a 20% ao ano de taxa. Haja queda na bolsa para justificar pagar uma taxa dessa para proteger o capital. Como disso, eu esperava uma reversão, mas não veio, então tive que sair.

Só para comparar, os 3 contratos comprados do mini-dólar que eu tenho, estão cobrando 0,5% ao mês. Ou seja, uma taxa bem menor e alinhada com a Selic. E é cobrada do comprado, que é o que ocorria antes no mini-índice.

Tenho as minhas teorias para tentar explicar essa mudança de comportamento do mini-índice, mas não dá para inserir aqui no resultado do mês. Mas gostaria de ouvir opiniões.

Em suma, para quem acredita que a bolsa vai subir o momento está bom, pois ao comprar o mini-índice, além de seguir a bolsa vai ganhar de lambuja pelo menos 16% ao ano a mais.

Não aportei nada, conforme planejado, nem o farei em outubro, volto apenas em novembro. Os papeis da carteira são os mesmos do post de junho. Vendi um lote de kepl3 por conta dessa alta. Não comprei nada também. Recebi só R$ 80,00 de proventos vindos de bbas3.

domingo, 1 de setembro de 2013

Rentabilidade - Agosto de 2013

O rendimento da carteira PB foi de -3,24% contra uma alta do Ibovespa de 3,68%, o que me deu uma desvantagem de 6,67%, longe da minha meta. O rendimento no ano é de -8,01%. O rendimento acumulado despencou para 6,65%. Veja o quadro abaixo para mais detalhes:


Na prática fiquei R$ 5.200,00 mais pobre. No meio de agosto rolei apenas 4 contratos do mini-índice, reduzindo de 8 para 4 contratos. Estou também comprado em 3 contratos mini-dólar que acabei de rolar no final do mês.

O resultado ruim deve ser depositado às ações. Elas não reagiram da mesma forma que o Ibov. Ficaram anestesiadas, não gerando ganho algum para neutralizar a perda com os 8 contratos no começo do mês e depois com 4. O perfil das minhas ações tem um comportamento mais parecido com o do índice small do que do ibovespa e esse mês houve um distanciamento de rendimento entre esses dois índices. O Small rendeu -1,98%, enquanto o Ibov positivo.

Existem dois cenários em que a premissa do hedge falha. Desses dois, um apresenta resultado excelente e o outro péssimo. A premissa é que o rendimento da carteira ande na mesma direção da do Ibov. Se um sobe o outro sobe, e se um cai o outro cai.

A quebra da premissa é quando eles andam em direções opostas. Se o Ibov cai e a minha carteira de ações sobe, então o resultado é excelente, pois o ganho é duplo.

No caso desse mês ocorreu de o Ibov subir e a carteira de ações cair, o que levou a um péssimo resultado, pois a perda é dupla.

Essas duas situações anteriores não são desejadas, pois resultam em volatilidade na carteira, que é contrário ao objetivo quando se faz o hedge. Se for para ter volatilidade, eu ficaria de peito nu só com as ações mesmo. 

O rendimento só não foi pior, porque os contratos em dólar renderam 3%

Este mês aportei R$ 10.000,00. Aumentei posição em euca4, dayc4, temp3, tris4 e entrei em csna3 e goau3. Reduzi em kelp4 e eliminei autm3.


Nesse mês recebi R$ 532,00 de proventos de eter3, prbc4, bema3, tris3 e bbas3. Metade veio dessa última.

O resultado não é para se desesperar, pois é apenas o azar da ocorrência de uma exceção, pois no geral Ibov e Small estão do mesmo lado. Se tivesse ocorrido a falha do hedge, mas no cenário em que o resultado é excelente, eu não estaria satisfeito também, pois isso implicaria a possibilidade do cenário negativo, que foi justamente o que ocorreu. Não quero jogar com a carteira. Ganhos baseadas na aleatoriedade não são reais.

Com relação aos resultados dos balaços do 2T, a minha avaliação consolidada deles, pelo menos dos papeis que integram o Ibov, é que apresentaram resultado pior que o 2T de 2012. Essa alta do dólar irá dar uma sacudida nos balanços do 3T. Algumas empresas se beneficiarão, outras amargarão.

Outro parâmetro que eu aguardava era o resultado do PIB. Veio acima das expectativas. Se anualizado daria 6,1%. Mas as projeções do mercado pelo boletim focus são de 2,2% e do governo de 2,5%. Então para a conta fechar prevê-se até PIB negativo até o final do ano, provavelmente o 3T. Eu não me empolguei com esse PIB, nem o mercado bursátil, a bolsa fechou com alta de apenas 0,17%.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Especulando um pouco

Quem acompanha o meu blog sabe que a forma que seleciono as empresas não leva em consideração análise subjetiva alguma. Não leio balanços, fatos relevantes, nem notícias para decidir onde investir. Não que eu não acabe não lendo. Até leio por curiosidade, mas não uso essas informações para decidir o investimento.

Se por uma lado essa forma passiva de investir me livra um bom tempo para outras coisas, por outro torna o investimento um tanto entediante. Não tem aquela emoção de depois de uma análise bem feita, escolher o papel para sua carteira e ficar na expectativa que papel responda ao que você supôs.

Então, esse mês resolvi por em prática algo que já queria fazer a algum tempo para dar uma animada. Mexer com opções de ações. A ideia é comprar pozinho de opções e ficar na torcida. Pozinho é o nome que se dá para opções cujo preço seja 1 centavo. O risco de perder é apenas do investimento feito. O risco de ganhar pode ser duas, três, quatro ou dezenas de vezes o valor investido. Pode parecer bom demais, mas a probabilidade maior é que o investimento se perca todo na maioria das vezes. Em algumas poucas ou raras vezes, você ganharia alguma coisa. Isso seria com uma loteria. Você muito provavelmente vai perder o dinheiro do bilhete, mas se ganhar ganha um bom dinheiro.

Como eu não bebo, fumo, aposto em loteria, nem frequento GPs, me dei ao luxo de uma fezinha vez por outra. É pouca coisa, nada que vá me deixar pobre, nem me deixar rico se ganhar.

Para começar isso, escolhi a opção da OGX. Essa história toda de que a participação da OGX vai aumentar no índice Bovespa e que implicaria na compra obrigatória pelos fundos ETF que seguem o Ibov, combinado com alto percentual de ações alugadas, vinha me chamando a atenção. Esse cenário era perfeito demais para um SS - short squeeze. Segundo a Investopedia, SS é uma situação em que a falta de oferta ou o excesso de demanda por um papel, força o preço do papel para cima. Durante o SS, investidores vendidos são forçados a comprar papeis para sair de sua posição enquanto os preços estão subindo. Isso é mais comuns com papeis com baixa liquidez.

Mas nada impede sua ocorrência em papeis mais líquidos. Abaixo o famoso SS que ocorreu em outubro de 2008 no papel da Volkswagen na bolsa da Alemanha.


Teve até um bilionário que estava vendidaço no papel que se matou por isso.

Voltando à OGX, eu aproveitei esse cenário pintado do SS para me debutar nas opções. Eu nunca tinha operado opção antes, mas já entendia a lógica por trás e só me faltava por em prática mesmo. Então procurei um série das opções da OGX que pudesse capturar o ganho que o SS provocaria.

Os requisitos seriam: valor bem baixo da opção, se for 1 centavo melhor, para poder comprar a maior quantidade de opções; liquidez suficiente para entrar e sair, pois não vou querer exercer, vou apenas desfazer a operação vendendo a opção depois dela subir (caso isso ocorra); um valor de exercício factível, ou seja, que o SS tenha força suficiente para levar o preço do papel acima, quanto mais acima melhor, do valor de exercício; e uma série com vencimento próximo para que os lançadores da opção (no caso quem me vendeu a opção) se sentissem premidos a desfazer a operação comprando a opção e forçando o seu preço para cima.

Bem, dentro desses requisitos encontrei a OGXPI1. Essa opção tem vencimento em 14 de setembro com preço de exercício em 1 real. Pode não ter sido a melhor escolha e aguardo críticas e sugestões, pois não tenho experiência nisso.

Então, dia 20 desse mês comprei 10.000 OGXPI1 a 2 centavos cada. Total gasto R$ 200,00. Não tinha mais a 1 centavo, talvez uma semana antes desse. E comecei a monitorar, cada vez OGXP3 subia, eu dava uma olhada nas opções. Na sexta passada fechou a 4 centavos. Já era um ganho de 100%. Hoje, vendi metade da posição por 4 centavos, portanto recuperei os R$ 200,00 iniciais. Chegou a bater em 7 centavos, mas com o recuo da OGX fechou em 4 centavos.

O restante das 5.000 opções devo vender na próxima sexta, último pregão antes do novo Ibov, ou na quinta mesmo. Vamos ver no que vai dar, na pior das hipóteses eu só perdi as corretagens.

Algumas considerações

Eu só comprei OGX por causa do cenário de SS que se mostra. Jamais compraria OGX como investimento. Acredito desde muito tempo que o seu fim é a falência. E isso se torna cada vez mais claro com as manobras que o Eike vem fazendo. A OGX foi escolhida para o sacrifício para tentar se salvar as outras Xs.

Eu mesmo tenho dúvidas do SS. Razão pela qual resolvi vender metade da posição hoje. Várias coisas podem acontecer para prevenir ou evitar o SS. Exemplo: aumento do nível de alugueis permitidos, mudança do método do cálculo do Ibov, venda direta dos papeis pelo Eike aos ETF e por fim a própria necessidade dos ETF comprarem a quantidade de papeis que vêem alardeando os analistas. Nas minhas pesquisas a quantidade de papeis que precisariam comprar seria bem pequena, sendo insuficiente para um SS.

Mas pelo visto, dado o aumento da OGX nas duas últimas semanas, muita gente está acreditando no SS e comprando para vender para os ETFs. Isso vai ser igual ver cometa, ou será uma frustração danada ou vai ser memorável. Eu escolhi apontar minha luneta.

sábado, 3 de agosto de 2013

Rentabilidade - Julho de 2013


O rendimento da carteira PB foi de -3,06% contra uma alta do Ibovespa de 1,64%, o que me deu uma desvantagem de 4,62%, longe da minha meta. O rendimento no ano é de -4,93%. O rendimento acumulado despencou para 10,22%. Veja o quadro abaixo para mais detalhes:




Na prática fiquei R$ 5.500,00 mais pobre. Como tinha dito no post passado, efetuei um hedge vendendo 8 contratos do mini-índice. Além disso, comprei 3 contratos mini-dólar. Esse hedge funcionou bem, bem até demais. Toda essa alta da bolsa a partir do dia 10 foi neutralizada na minha carteira. A perda de -3,06% no mês foi provocada no começo do mês quando não tinha o hedge ainda, aberto dia 8. A partir do hedge as variações foram bem pequenas. 

Os contratos do mini-dólar já rolei eles. Os contratos do mini-índice vou levar até o vencimento dia 15. Até lá já vai ter saído todos os balanços e eu vou poder avaliar se mantenho, reduzo ou elimino o hedge.

Este mês aportei R$ 10.000,00, mas não comprei nada. O dinheiro ficou parado na conta para servir de ajustes dos mini-contratos. Também não vendi nada.

Nesse mês recebi R$ 234,00 de proventos de pine4, dayc4, e autm3.

Sucesso a todos!